Em cima mas ainda em tempo. Espero que alguém veja:
No dia 21 de março a Secretaria Estadual de Educação, através do Setor Pedagógico/ Equipe Diversidade estará dando continuidade a implementação de políticas públicas educativas do Estado, desenvolvendo um dia de atividades teóricas e práticas, reunindo artistas, intelectuais, comunidade negra, indígena, e funcionários, para colocar em relevo esta data simbólica internacional, contribuindo na recontagem histórica da participação dos negros e indígenas, implementando em sua práxis, as leis 10.639/03 e 11.645/08.
Este dia de atividades é o resultado da Comissão da Diversidade do Departamento Pedagógico da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), movimento negro, outras secretarias de Estado, e sociedade civil.
As ações serão desenvolvidas na Secretaria Estadual de Educação, na Avenida Borges de Medeiros, 1501, plataforma.
Haverá programação desde às 8h30min da manhã, com recepção dos religiosos de matriz africana e com capoeira. A abertura oficial será às 9 horas com a presença de autoridades saudando o evento em nome da Educação no Estado, Fórum de Educação e representantes dos movimentos sociais. Teremos a interpretação dos seguintes hinos: o Hino Nacional, o Pan-Africano e o Hino Rio-grandense . Presença dos grupos Ganga Zumba, Canta Brasil e do Coral dos funcionários da Secretaria da Educação, chamado Cantoria. Na tarde, a partir das 14 horas, teremos: Hip Hop com Preta Michelini, dança indígena, Hora do Conto para crianças presentes, entrega do Estatuto da Igualdade Racial pelo Senador Paulo Paim, apresentação artística de violão com Wagner Canabarro e poesias com Juarez e Tussile, show com o cantor Dante Ramon Ledesma e para encerrar, apresentação do grupo show da Escola de Samba Estado Maior da Restinga.
Durante o evento, serão projetadas imagens no telão, de lideranças negras e indígenas. Contará, ainda, com uma exposição afro-indígena com mais de 20 mesas apresentando artesanato e produtos diversos.
Lembramos que a PROCERGS estará transmitindo simultaneamente este evento, na parte da manhã, para todas as Coordenadorias de Educação do Estado.
Histórico
No dia 21 de março de 1960 na África do Sul, na cidade de Johannesburgo, mais de 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam passar. O resultado deste protesto originou um saldo de 69 mortes e 186 feridos.
Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Para trabalhar questões de discriminação racial e todas as formas correlatas de intolerância no mundo. Portanto, a (ONU) Organização das Nações Unidas instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Serviço:
O que? Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Quando? Dia 21 de Março, segunda-feira.
Hora? 8h30min às 18h00min
Quanto? Gratuito
Local? Secretaria Estadual de Educação - Avenida Borges de Medeiros, 1501- Plataforma
Informações? E-mail: educ-afro@seduc.rs.gov.br
Pré-vestibular Popular na região metropolitana de Porto Alegre desde 1995.
domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Carnaval e a "união das raças" à brasileira
A edição capa da Carta Capital dessa semana retoma um tema do racismo, a pretexto do ideário da democracia racial que é reforçado em tempos de carnaval. Na belíssima capa (abaixo) está estampada a provocativa frase: "O carnaval vai de novo celebrar a 'união das raças', mas não se iluda: nunca foi tão profundo o fosso entre a segurança de brancos e negros. De cada 3 assassinados, 2 têm a pele preta."
Na versão on-line da revista podem ser conferidos 3 artigos sobre racismo. No editorial Mino Carta dispara "Será possível constatar que afora o devaneio de alguns poetas e a reflexão de alguns pensadores, o maior problema do Brasil, a desigualdade gerada pela escravidão, nunca foi enfrentado com o ímpeto e a determinação necessários". Em um trecho do artigo de Cynara Menezes, um vislumbre do recorte racial da violência no Brasil. Por fim, uma nota sobre a demissão do estilista inglês John Galliano por suas declarações anti-semitas.
Mais uma boa dica do Coletivo Catarse.
Na versão on-line da revista podem ser conferidos 3 artigos sobre racismo. No editorial Mino Carta dispara "Será possível constatar que afora o devaneio de alguns poetas e a reflexão de alguns pensadores, o maior problema do Brasil, a desigualdade gerada pela escravidão, nunca foi enfrentado com o ímpeto e a determinação necessários". Em um trecho do artigo de Cynara Menezes, um vislumbre do recorte racial da violência no Brasil. Por fim, uma nota sobre a demissão do estilista inglês John Galliano por suas declarações anti-semitas.
Mais uma boa dica do Coletivo Catarse.
terça-feira, 1 de março de 2011
Quilombolas ocupam o Incra por titulação em Morro Alto
Fonte: Coletivo Catarse: Quilombolas ocupam o Incra por titulação em Morro Alto
Desde as 10h de ontem, cerca de 40 quilombolas estão na sede do Incra, em Porto Alegre, para pressionar pela titulação do Quilombo de Morro Alto. Esta é uma das comunidades pioneiras na luta quilombola no Brasil. No início da década de 60, Manoel Chico (o mais idoso quilombola da comunidade e também presente no Incra neste momento. o segundo na foto a partir da esquerda) foi preso político em virtude de liderar mobilizações para o resgate de suas terras.
No século 19, Rosa Osório Marquez deixou em testamento sua fazenda para 24 escravos. Mas o estado brasileiro não cumpriu a lei e assentou famílias de imigrantes em parte dela.
A partir do ano 2000, a comunidade entrou com processo no Ministério Público Federal requerendo o reconhecimento e titulação do território. Hoje, também reivindica indenização pela duplicação da BR 101, que avança sobre a área em que vivem.
O INCRA demora para publicar o relatório técnico de identificação no Diário Oficial da União, o que assegurará a titulação, e que está prometido para acontecer desde agosto de 2009.
Os quilombolas e integrantes de movimentos sociais aguardam no Incra a presença do procurador que pediu vistas ao processo, o que está emperrando o trâmite para que as terras sejam regularizadas em nome de seus legítimos donos.
Nas fotos, quilombolas e superintende do Incra no RS conversam ontem pela manhã.
Aqui, vídeo que o Coletivo Catarse produziu recentemente sobre a situação do quilombo de Morro Alto:
Desde as 10h de ontem, cerca de 40 quilombolas estão na sede do Incra, em Porto Alegre, para pressionar pela titulação do Quilombo de Morro Alto. Esta é uma das comunidades pioneiras na luta quilombola no Brasil. No início da década de 60, Manoel Chico (o mais idoso quilombola da comunidade e também presente no Incra neste momento. o segundo na foto a partir da esquerda) foi preso político em virtude de liderar mobilizações para o resgate de suas terras.
No século 19, Rosa Osório Marquez deixou em testamento sua fazenda para 24 escravos. Mas o estado brasileiro não cumpriu a lei e assentou famílias de imigrantes em parte dela.
A partir do ano 2000, a comunidade entrou com processo no Ministério Público Federal requerendo o reconhecimento e titulação do território. Hoje, também reivindica indenização pela duplicação da BR 101, que avança sobre a área em que vivem.
O INCRA demora para publicar o relatório técnico de identificação no Diário Oficial da União, o que assegurará a titulação, e que está prometido para acontecer desde agosto de 2009.
Os quilombolas e integrantes de movimentos sociais aguardam no Incra a presença do procurador que pediu vistas ao processo, o que está emperrando o trâmite para que as terras sejam regularizadas em nome de seus legítimos donos.
Nas fotos, quilombolas e superintende do Incra no RS conversam ontem pela manhã.
Aqui, vídeo que o Coletivo Catarse produziu recentemente sobre a situação do quilombo de Morro Alto:
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
Novo projeto reformula o curso Zumbi dos Palmares Pré-Vestibular
Professores e ex-alunos debatendo novas propostas para o curso Zumbi dos Palmares
Para dar as boas vindas aos professores voluntários do curso Zumbi dos Palmares Pré-vestibular, foi realizada uma reunião na tarde de sábado, 26. Os professores Carlos, Marcos Paulo e Natália, mediados pela coordenadora da Unidade do curso Zumbi dos Palmares Pré-Vestibular de Viamão, apresentaram o projeto de reformulação Zumbi dos Palmares Pré-Vestibular Popular. Segundo o grupo de professores idealizadores do novo projeto, em vista das experiências vividas ao longo dos últimos anos no Zumbi dos Palmares Pré-Vestibular juga-se necessário re-estruturá-lo para que se possa atingir a qualidade desejada nas atividades desenvolvidas pelo cursinho.
Zumbi dos Palmares Pré-vestibular nasceu como alternativa para que os jovens carentes pudessem usufruir seu direito à educação pública e de qualidade. Há mais de 15 anos, originou-se a ideia da criação desse curso. Em 1995, ocorreu, em Porto Alegre, o VI Encontro de Educadores Negros, promovido por Agentes da Pastoral do Negro, onde estava presente o Frei David Raimundo dos Santos, idealizador do Educafro, entidade ligada à promoção da educação para negros e carentes, através de cursos pré-vestibulares comunitários.
Enilza saudou os professores e ex-alunos presentes na reunião lembrando os ensinamentos de Paulo Freire sobre o aprendizado em comunhão.
A reunião foi o encontro da formação pedagógica destinados aos professores do curso Zumbi dos Palmares com o objetivo de motivar e inspirar os voluntários para facilitar a permanência dos estudantes, a partir do reinício das aulas marcada para 2 de maio.
A novidade na reformulação do curso pré-vestibular está no “trios de coordenação” que dilui a coordenação em três grupos de trabalho com a intenção de dinamizar o andamento das atividades dividindo as responsabilidades entre os colaboradores nos seguintes setores: Assuntos Administrativos, Assuntos Pedagógicos e Curriculares, e Assuntos Financeiros. Também foi foco de debate a disciplina Cultura e Cidadania, que é ministrada com mesma carga horária das outras e passará a ter aulas quinzenais (32 encontros onde serão desenvolvidos 16 temas), alia-se as aulas de redação (técnica e escrita), metodologia diversificada (filmes, recortes de veículos de notícias, saídas), e formação e organização dessa disciplina terá supervisão de um professor específico.
Chamou atenção a forma de seleção de professores e alunos. Para professores: cartazes fixados em vários pontos da cidade, Faculdades, internet. O professor interessado em fazer parte do curso Zumbi dos Palmares deverá entrar em contato através de dois números de telefones fixados ali. As informações do interessado deverão ser repassados ao então professor regente da disciplina para encaminhamento de entrevista e uma simulação de mini-aula.
Para alunos o mesmo processo de seleção de professor mas o aluno será recebido e apresentado ao espaço por um colaborador do Zumbi dos palmares Pré-Vestibular e em forma de uma conversa espontânea o aluno interessado será informado das aulas, da história do curso pré-vestibular, período e horário das aulas, da turma como ocorrerá e os critérios utilizados na seleção e demais informações.
Outra novidade é Monitoria e orientação do estudo dos estudantes que buscará completar os estudos do aluno Zumbi dos Palmares Pré-vestibular nos horários livres (estará dividido entre os professores da disciplina).
Todo o evento foi em círculo de diálogo pondo os ponto de vistas e registros dos principais tópicos da reunião.
*Professor da Unidade Porto Alegre Zumbi dos Palmares Pré-Vestibular Tyrone Andrade de Mello e professor da Rede de Ensino do Estado do RS da cidade de Porto Alegre.
Cronograma do curso Zumbi dos Palmares
26 de fevereiro: apresentação do Projeto. Definir: orçamento para a divulgação dos trios de coordenadorias, cronogramas das próximas atividades;
12 de março: definir multirões de divulgação para novos alunos e professores para ajeitar biblioteca e livros. Combinar divulgação professores e estudantes;
26 de março: Encontro de professores, alunos e colaboradores com o objetivo de elaborar o Novo Projeto. A partir das 9 horas da manhã;
11 a 16 de abril: inscrições de alunos. agendamento das entrevistas individuais. A combinar seleção dos candidatos e combinar reunião com a participação de todos os professores; conhecimento e discussão dos perfis sócio-antropológico dos estudantes;
25 de abril: divulgaçãio dos resultados da seleção dos estudantes;
26 e 27 de abril: início das matrículas;
29 de abril: prazo final de entrega de Planos de Ensino e Apostilas;
30 de abril: aula inaugural
2 de maio: início das aulas
14 de maio: atividade pedagógica: "UFRGS portas abertas" - primeiro contato do pré-universitário com a UFRGS.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Blues Reacionário
Backlash Blues | Blues Reacionário |
| Mr. Backlash, Mr. Backlash | Sr. Reacionário, Sr. Reacionário |
| Just who do think I am | Quem você pensa que sou? |
| You raise my taxes, freeze my wages | Você aumenta meus impostos, congela meu salário |
| And send my son to Vietnam | E manda meu filho para o Vietnã |
| You give me second class houses | Você me dá casas de segunda classe |
| And second class schools | E escolas de segunda classe |
| Do you think that alla colored folks | Você acha que todas as pessoas de cor |
| Are just second class fools | São simplesmente tolos de segunda classe |
| Mr. Backlash, I'm gonna leave you | Sr. Reacionário, eu vou deixar você |
| With the backlash blues | Com o blues da reação |
| When I try to find a job | Quando eu tento encontrar um emprego |
| To earn a little cash | Para ganhar algum dinheiro |
| All you got to offer | Tudo que você tem para oferecer |
| Is your mean old white backlash | É a sua branca, antiquada e maléfica reação |
| But the world is big | Mas o mundo é grande |
| Big and bright and round | Grande e brilhante e redondo |
| And it's full of folks like me | E está cheio de pessoas como eu |
| Who are black, yellow, beige and brown | Que são negras, amarelas, bege e marrom |
| Mr. Backlash, I'm gonna leave you | Sr. Reacionário, eu vou deixar você |
| With the backlash blues | Com o blues da reação |
| Mr. Backlash, Mr. Backlash | Sr. Reacionário, Sr.Reacionário |
| Just what do you think I got to lose | O que você acha que eu tenho a perder |
| I'm gonna leave you | Eu vou deixar você |
| With the backlash blues | Com o blues da reação |
| You're the one will have the blues | Você é o cara que terá o blues |
| Not me, just wait and see | Não eu, espere e verá |
Essa postagem veio de uma dica do também jogamos sapato.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Cotas da igualdade
Debate sobre as cotas raciais nas universidades brasileiras trouxe de volta velhos clichês como a suposta “democracia racial” brasileira e o reducionismo econômico, que insiste em negar a diferença de tratamento entre brancos e negros da mesma classe social
De todas as ficções com as quais o sistema capitalista se legitima, a mais hipócrita delas é a da igualdade de oportunidades. A meritocracia é uma ficção que só se realizaria se não houvesse heranças. No mundo real, ninguém começa a vida do zero; somos herdeiros não só do patrimônio, mas da cultura e da rede de relacionamentos de nossos pais. Alguns já nascem na pole position, com os melhores carros; outros se digladiam na última fila de largada em calhambeques não muito competitivos.
Quem é o melhor? O piloto que vence a corrida largando na pole position e com o melhor carro ou aquele que largou em último e chega com seu calhambeque em segundo lugar? Quem tem mais mérito? O candidato que estudou a vida inteira em excelentes escolas particulares e passou em primeiro lugar no vestibular ou aquele que passou em último, tendo estudado somente em escolas públicas, enquanto trabalhava oito horas por dia para ajudar seus pais?
As cotas universitárias não foram criadas para coitadinhos. Elas existem para vencedores. Para alunos que são tão brilhantes que, mesmo correndo durante 17 anos em calhambeques, ainda conseguem chegar próximos daqueles que dirigem os melhores carros. Para quem, contrariando todas as expectativas, venceu o sistema que lhe negou as oportunidades necessárias para que seu talento florescesse em plenitude. As cotas são um mecanismo para privilegiar o mérito pessoal em detrimento da condição social como critério de seleção.
É relativamente fácil perceber como a desigualdade econômica afeta o desempenho acadêmico dos candidatos ao vestibular. Mesmo quem nunca foi pobre consegue imaginar as dificuldades de alguém que estudou em uma escola fraca, sem dinheiro para comprar material escolar e tendo que trabalhar para ajudar nas despesas da casa. Difícil mesmo é um branco perceber como a desigualdade racial dificulta o ingresso de um negro na universidade.
O racismo no Brasil é comumente negado com base em duas ideologias complementares: o “mito da democracia racial” e o reducionismo econômico. A primeira nega, contra todas as evidências fáticas, a existência da discriminação racial brasileira; a segunda reconhece o tratamento desigual, mas atribui sua causa à desigualdade econômica. Juntas, estas duas ideologias fundamentam um argumento recorrente de que o negro seria discriminado no Brasil não pela cor de sua pele, mas por sua pobreza.
Democracia racial
O mito da democracia racial brasileira, como todo mito que se preze, tem suas origens incertas. Muitos atribuem sua gênese à obra magna de Gilberto Freyre, Casa-grande & Senzala (1933), ainda que a expressão não conste expressamente no livro e só tenha sido usada por Freyre muito mais tarde, sob influência de outros intelectuais. Fato é que, independentemente do pensamento ou da vontade de Freyre, sua obra foi interpretada por muitos como a prova cabal de que as relações entre brancos e negros no Brasil se deram de forma muito mais cordial do que na América do Norte, até em função da miscigenação ocorrida por aqui, o que explicaria a suposta democracia racial existente no Brasil.
E foi com base nesta ideologia da democracia racial que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defendeu a ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 186, com a qual o seu partido requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declarasse inconstitucional o sistema de cotas raciais nos vestibulares brasileiros. Em audiência pública ocorrida no STF em 3 de março de 2010, o senador afirmou: "Nós temos uma história tão bonita de miscigenação... (Fala-se que) as negras foram estupradas no Brasil. (Fala-se que) a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. (Fala-se que) foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual."
Esta visão romanceada da escravidão no Brasil, que foi duramente criticada por Florestan Fernandes e seus colegas da USP em minuciosos estudos realizados a partir da década de 1950, ainda hoje encontra seus adeptos, não obstante seu visível anacronismo. A ditadura militar brasileira – que aposentou compulsoriamente Florestan em 1969 – esforçou-se para garantir uma sobrevida à ideologia da democracia racial, incutindo na população a ideia de que não há racismo no Brasil.
Os números do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, porém, mostram uma realidade bastante diferente da propagada pela ideologia da democracia racial. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de pretos e pardos no Brasil é de 0,753; o de brancos é de 0,838. Dos 513 deputados eleitos em 2006, apenas 11 eram pretos e 35 pardos. No início de 2007, dos 81 senadores 76 eram brancos, enquanto somente 4 eram pardos e 1 preto. Dos 68 juízes dos Tribunais Superiores, apenas dois foram identificados como pretos e dois como amarelos, sendo todos os demais brancos.
No ensino superior a democracia racial é uma ficção. Em 2006, um em cada cinco brancos em idade esperada para ingressar no ensino superior estava na universidade, enquanto 93,7% dos pretos e pardos na mesma faixa etária estavam excluídos do ensino superior público ou privado.
No corpo docente das universidades brasileiras a situação é ainda pior. Um estudo do professor de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB) José Jorge de Carvalho avaliou 12 das principais universidades brasileiras e constatou que o número de professores negros (pretos e pardos) não chega sequer a 1%. Dos 4.705 professores da Universidade de São Paulo (USP) no período avaliado, apenas 5 (0,1%) eram negros. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dos 2.700 professores, 20 (0,7%) eram negros. Das instituições pesquisadas, a com maior pluralismo racial do corpo docente foi a UNB, na qual, dentre 1.500 professores, havia 15 (1%) negros.
Reducionismo econômico
Na impossibilidade de negar os números que indicam claramente a discriminação racial no Brasil, os adeptos da ideologia da democracia racial procuram justificar as desigualdades apontando como causa da discriminação não a etnia, mas a condição econômica dos negros, na média bastante inferior à dos brancos. Este argumento tem seduzido, inclusive, muita gente de esquerda que, em uma leitura ortodoxa do marxismo, entende que todo conflito social pode ser reduzido a um conflito de classes.
Uma análise mais atenta da realidade social, porém, constata que, para além do poder econômico que impõe a dominação de ricos sobre pobres, há também micropoderes que impõem relações de dominação em função de outras diferenças sociais, tais como as existentes entre brancos e negros, homens e mulheres, heterossexuais e homossexuais, nacionais e estrangeiros e tantas outras.
É tentador imaginar que um estudante negro que estudou toda a vida na mesma sala de aula de um colega branco, com renda familiar semelhante, tenha a mesma chance que ele de ingressar em uma universidade. Na vida real, porém, as dificuldades do estudante negro são sempre maiores.
Ainda que tanto o estudante negro quanto o branco assistam às mesmas aulas e estudem pelos mesmos livros, este é apenas um aspecto muito reduzido de sua formação. A criança e o adolescente refletirão boa parte das expectativas que seus pais, professores e colegas depositam nele. Se o aluno branco é visto por seus professores como “brilhante” e o negro como “esforçado”, esta diferença acumulada durante mais de 10 anos de estudos resultará em níveis de autoconfiança bastante diferentes.
O negro já entra na escola com um menor status social perante seus colegas e isso lhe será relembrado durante todo o período escolar, desde os apelidos que lhe serão dados até o eventual desafio de um namoro interracial na adolescência. Se precisar trabalhar para ajudar nas despesas de casa, o adolescente negro terá maiores dificuldades em ser aceito em um emprego do que o adolescente branco, ganhará menos e exercerá piores funções. Haverá uma probabilidade muito maior de que os adolescentes negros sejam abordados e revistados pela polícia do que o mesmo ocorrer com seus colegas brancos; aqueles terão sempre seguranças seguindo seus passos em shoppings centers e boates. As revistas e os programas de TV lhe lembrarão o tempo todo que suas chances de ascensão social se resumem a ser um exímio jogador de futebol ou uma sambista destinada a ser símbolo sexual somente durante o carnaval.
Se o adolescente branco tem como desafio vencer a pobreza para passar no vestibular, o adolescente negro, além da pobreza, precisará vencer o preconceito. Precisará ir além da expectativa social que lhe atribuiu um lugar na sociedade que ele não quer ocupar. E isso, muitas vezes, é bem mais difícil do que simplesmente aprender a matéria que cai na prova.
Não se trata de uma mera dominação econômica de uma classe sobre outra, mas de uma dominação cultural que durante séculos incutiu no inconsciente coletivo a imagem do negro como raça inferior. As cotas raciais a médio e longo prazo permitirão que mais e mais negros sejam vistos no mercado de trabalho como profissionais de sucesso, alterando as expectativas sociais que são atribuídas aos jovens negros.
Quando os cirurgiões e os juízes negros deixarem de ser confundidos com pacientes e réus, não precisaremos mais de cotas. Até lá, as cotas raciais cumprirão não só o papel de promoção da igualdade racial, mas principalmente farão justiça com o estudante negro que enfrentou tantos percalços na sociedade racista em que vive. Reconhecerão o mérito de quem desafiou todas as expectativas sociais em contrário e continuou estudando para ingressar em uma universidade. O mérito de quem teima em ser um vencedor.
Por Túlio Vianna
De todas as ficções com as quais o sistema capitalista se legitima, a mais hipócrita delas é a da igualdade de oportunidades. A meritocracia é uma ficção que só se realizaria se não houvesse heranças. No mundo real, ninguém começa a vida do zero; somos herdeiros não só do patrimônio, mas da cultura e da rede de relacionamentos de nossos pais. Alguns já nascem na pole position, com os melhores carros; outros se digladiam na última fila de largada em calhambeques não muito competitivos.
Quem é o melhor? O piloto que vence a corrida largando na pole position e com o melhor carro ou aquele que largou em último e chega com seu calhambeque em segundo lugar? Quem tem mais mérito? O candidato que estudou a vida inteira em excelentes escolas particulares e passou em primeiro lugar no vestibular ou aquele que passou em último, tendo estudado somente em escolas públicas, enquanto trabalhava oito horas por dia para ajudar seus pais?
As cotas universitárias não foram criadas para coitadinhos. Elas existem para vencedores. Para alunos que são tão brilhantes que, mesmo correndo durante 17 anos em calhambeques, ainda conseguem chegar próximos daqueles que dirigem os melhores carros. Para quem, contrariando todas as expectativas, venceu o sistema que lhe negou as oportunidades necessárias para que seu talento florescesse em plenitude. As cotas são um mecanismo para privilegiar o mérito pessoal em detrimento da condição social como critério de seleção.
É relativamente fácil perceber como a desigualdade econômica afeta o desempenho acadêmico dos candidatos ao vestibular. Mesmo quem nunca foi pobre consegue imaginar as dificuldades de alguém que estudou em uma escola fraca, sem dinheiro para comprar material escolar e tendo que trabalhar para ajudar nas despesas da casa. Difícil mesmo é um branco perceber como a desigualdade racial dificulta o ingresso de um negro na universidade.
O racismo no Brasil é comumente negado com base em duas ideologias complementares: o “mito da democracia racial” e o reducionismo econômico. A primeira nega, contra todas as evidências fáticas, a existência da discriminação racial brasileira; a segunda reconhece o tratamento desigual, mas atribui sua causa à desigualdade econômica. Juntas, estas duas ideologias fundamentam um argumento recorrente de que o negro seria discriminado no Brasil não pela cor de sua pele, mas por sua pobreza.
Democracia racial
O mito da democracia racial brasileira, como todo mito que se preze, tem suas origens incertas. Muitos atribuem sua gênese à obra magna de Gilberto Freyre, Casa-grande & Senzala (1933), ainda que a expressão não conste expressamente no livro e só tenha sido usada por Freyre muito mais tarde, sob influência de outros intelectuais. Fato é que, independentemente do pensamento ou da vontade de Freyre, sua obra foi interpretada por muitos como a prova cabal de que as relações entre brancos e negros no Brasil se deram de forma muito mais cordial do que na América do Norte, até em função da miscigenação ocorrida por aqui, o que explicaria a suposta democracia racial existente no Brasil.
E foi com base nesta ideologia da democracia racial que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defendeu a ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 186, com a qual o seu partido requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declarasse inconstitucional o sistema de cotas raciais nos vestibulares brasileiros. Em audiência pública ocorrida no STF em 3 de março de 2010, o senador afirmou: "Nós temos uma história tão bonita de miscigenação... (Fala-se que) as negras foram estupradas no Brasil. (Fala-se que) a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. (Fala-se que) foi algo forçado. Gilberto Freyre, que é hoje renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual."
Esta visão romanceada da escravidão no Brasil, que foi duramente criticada por Florestan Fernandes e seus colegas da USP em minuciosos estudos realizados a partir da década de 1950, ainda hoje encontra seus adeptos, não obstante seu visível anacronismo. A ditadura militar brasileira – que aposentou compulsoriamente Florestan em 1969 – esforçou-se para garantir uma sobrevida à ideologia da democracia racial, incutindo na população a ideia de que não há racismo no Brasil.
Os números do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, porém, mostram uma realidade bastante diferente da propagada pela ideologia da democracia racial. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de pretos e pardos no Brasil é de 0,753; o de brancos é de 0,838. Dos 513 deputados eleitos em 2006, apenas 11 eram pretos e 35 pardos. No início de 2007, dos 81 senadores 76 eram brancos, enquanto somente 4 eram pardos e 1 preto. Dos 68 juízes dos Tribunais Superiores, apenas dois foram identificados como pretos e dois como amarelos, sendo todos os demais brancos.
No ensino superior a democracia racial é uma ficção. Em 2006, um em cada cinco brancos em idade esperada para ingressar no ensino superior estava na universidade, enquanto 93,7% dos pretos e pardos na mesma faixa etária estavam excluídos do ensino superior público ou privado.
No corpo docente das universidades brasileiras a situação é ainda pior. Um estudo do professor de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB) José Jorge de Carvalho avaliou 12 das principais universidades brasileiras e constatou que o número de professores negros (pretos e pardos) não chega sequer a 1%. Dos 4.705 professores da Universidade de São Paulo (USP) no período avaliado, apenas 5 (0,1%) eram negros. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dos 2.700 professores, 20 (0,7%) eram negros. Das instituições pesquisadas, a com maior pluralismo racial do corpo docente foi a UNB, na qual, dentre 1.500 professores, havia 15 (1%) negros.
Reducionismo econômico
Na impossibilidade de negar os números que indicam claramente a discriminação racial no Brasil, os adeptos da ideologia da democracia racial procuram justificar as desigualdades apontando como causa da discriminação não a etnia, mas a condição econômica dos negros, na média bastante inferior à dos brancos. Este argumento tem seduzido, inclusive, muita gente de esquerda que, em uma leitura ortodoxa do marxismo, entende que todo conflito social pode ser reduzido a um conflito de classes.
Uma análise mais atenta da realidade social, porém, constata que, para além do poder econômico que impõe a dominação de ricos sobre pobres, há também micropoderes que impõem relações de dominação em função de outras diferenças sociais, tais como as existentes entre brancos e negros, homens e mulheres, heterossexuais e homossexuais, nacionais e estrangeiros e tantas outras.
É tentador imaginar que um estudante negro que estudou toda a vida na mesma sala de aula de um colega branco, com renda familiar semelhante, tenha a mesma chance que ele de ingressar em uma universidade. Na vida real, porém, as dificuldades do estudante negro são sempre maiores.
Ainda que tanto o estudante negro quanto o branco assistam às mesmas aulas e estudem pelos mesmos livros, este é apenas um aspecto muito reduzido de sua formação. A criança e o adolescente refletirão boa parte das expectativas que seus pais, professores e colegas depositam nele. Se o aluno branco é visto por seus professores como “brilhante” e o negro como “esforçado”, esta diferença acumulada durante mais de 10 anos de estudos resultará em níveis de autoconfiança bastante diferentes.
O negro já entra na escola com um menor status social perante seus colegas e isso lhe será relembrado durante todo o período escolar, desde os apelidos que lhe serão dados até o eventual desafio de um namoro interracial na adolescência. Se precisar trabalhar para ajudar nas despesas de casa, o adolescente negro terá maiores dificuldades em ser aceito em um emprego do que o adolescente branco, ganhará menos e exercerá piores funções. Haverá uma probabilidade muito maior de que os adolescentes negros sejam abordados e revistados pela polícia do que o mesmo ocorrer com seus colegas brancos; aqueles terão sempre seguranças seguindo seus passos em shoppings centers e boates. As revistas e os programas de TV lhe lembrarão o tempo todo que suas chances de ascensão social se resumem a ser um exímio jogador de futebol ou uma sambista destinada a ser símbolo sexual somente durante o carnaval.
Se o adolescente branco tem como desafio vencer a pobreza para passar no vestibular, o adolescente negro, além da pobreza, precisará vencer o preconceito. Precisará ir além da expectativa social que lhe atribuiu um lugar na sociedade que ele não quer ocupar. E isso, muitas vezes, é bem mais difícil do que simplesmente aprender a matéria que cai na prova.
Não se trata de uma mera dominação econômica de uma classe sobre outra, mas de uma dominação cultural que durante séculos incutiu no inconsciente coletivo a imagem do negro como raça inferior. As cotas raciais a médio e longo prazo permitirão que mais e mais negros sejam vistos no mercado de trabalho como profissionais de sucesso, alterando as expectativas sociais que são atribuídas aos jovens negros.
Quando os cirurgiões e os juízes negros deixarem de ser confundidos com pacientes e réus, não precisaremos mais de cotas. Até lá, as cotas raciais cumprirão não só o papel de promoção da igualdade racial, mas principalmente farão justiça com o estudante negro que enfrentou tantos percalços na sociedade racista em que vive. Reconhecerão o mérito de quem desafiou todas as expectativas sociais em contrário e continuou estudando para ingressar em uma universidade. O mérito de quem teima em ser um vencedor.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O racismo de Monteiro Lobato
No último semestre o MEC emitiu um parecer técnico avaliando que o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, possui conteúdo racista. O parecer recomenda que nas próximas edições do livro seja acrescentada uma nota alertando aos leitores, e que ele só seja utilizado em escolas por professores que estejam preparados para lidar com a questão. A medida gerou uma polêmica incentivada por veículos da grande mídia, que acusavam a medida de autoritária, de ato de censura, de ditadura do "politicamente correto", etc. No excelente artigo que segue, Ana Maria Gonçalves rebate com muita propriedade essas críticas e defende o parecer do MEC. Vale a pena a leitura.
"tenho a sensação de que racismo sempre foi tratado como problema alheio - é o outro quem sofre e é o outro quem dissemina"
Ana Maria Gonçalves, negra, escritora, autora de Um defeito de cor
Não é sobre você que devemos falar
retirado do Biscoito Fino e a Massa
Monteiro Lobato: um homem com um projeto para além do seu tempo - Caçadas de Pedrinho, publicado em 1933, teve origem em A caçada da onça, de 1924. Portanto, poucas décadas após a abolição da escravatura, que aconteceu sem que houvesse qualquer ação que reabilitasse a figura do negro, que durante séculos havia sido rebaixada para se justificasse moralmente a escravidão, e sem um processo que incorporasse os novos libertos ao tecido da sociedade brasileira. Os ex-escravos continuaram relegados à condição de cidadãos de segunda classe e o preconceito era aceito com total normalidade. Eles representavam o cisco incômodo grudado à retina, o "corpo imperfeito" dentro de uma sociedade que, a todo custo, buscava maneiras de encobri-lo, desbotá-lo ou eliminá-lo, contando com a colaboração de médicos, políticos, religiosos e outros homens influentes daquela ápoca. Um desses homens foi o médico Renato Kehl, propagador no Brasil das idéias do sociólogo e psicólogo francês Gustave Le Bon, que defendia a "superioridade racial e correlacionava as raças humanas com as espécies animais, baseando-se em critérios anatômicos como a cor da pele e o formato do crânio", segundo o livro Raça Pura, - Uma história da eugenia no Brasil e no mundo, de Pietra Diwan para a Editora Contexto. Renato Kehl reuniu ao seu redor uma ampla rede de intelectuais, com quem trocava correspondência e ideias constantemente, todos adeptos, defensores e propagadores da eugenia, assim definida por ele em 1917: "É a ciência da boa geração. Ela não visa, como parecerá a muitos, unicamente proteger a humanidade do cogumelar de gentes feias".
Em 1918 foi fundada a Sociedade Eugênica de São Paulo - SESP, contando com cerca de 140 associados, entre médicos e membros de diversos setores da sociedade que estavam dispostos a "discutir a nacionalidade a partir de questões biológicas e sociais", tendo em sua diretoria figuras importantes como Arnaldo Vieira de Carvalho, Olegário de Moura, Renato Kehl, T. H. de Alvarenga, Xavier da Silveira, Arhur Neiva, Franco da Rocha e Rubião Meira. A sociedade, suas reuniões e ideias eram amplamente divulgadas e festejadas pela imprensa, e seus membros publicavam em jornais de grande circulação como Jornal do Commercio, Correio Paulistano e O Estado de São Paulo. Lobato, como um homem de seu tempo, não ficaria imune ao movimento, e em abril de 1918 escreve a Renato Kehl: "Confesso-me envergonhado por só agora travar conhecimento com um espírito tão brilhante quanto o seu, voltado para tão nobres ideais e servido, na expressão do pensamento, por um estilo verdadeiramente "eugênico", pela clareza, equilíbrio e rigor vernacular." Era o início de uma grande amizade e de uma correspondência ininterrupta até pelo menos 1946, dois anos antes da morte de Monteiro Lobato. Os eugenistas agiam em várias frentes, como a questão sanitária/higienista, que Lobato trata em Urupês, livro de contos onde nasce o famoso personagem Jeca Tatu, ou a racial, sobre a qual me aterei tomando como ponto de partida outro trecho de uma das cartas de Monteiro Lobato a Renato Kehl: "Renato, Tú és o pai da eugenia no Brasil e a ti devia eu dedicar meu Choque, grito de guerra pró-eugenia. Vejo que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai a este estropeado amigo. [...] Precisamos lançar, vulgarizar estas idéias. A humanidade pecisa de uma coisa só: póda. É como a vinha. Lobato."
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Divulgado resultado da 3ª chamada do Sisu
O Ministério da Educação divulgou na manhã deste domingo a terceira lista de aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que seleciona alunos para vagas em universidades públicas com base na nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
As relações de estudantes selecionados está disponível no site do MEC. O acesso deve ser feito por meio do número de inscrição e senha do Enem.
As matrículas dos candidatos selecionados na terceira chamada devem ser feitas nos dias 15 e 16 de fevereiro. A lista dos documentos que os alunos precisam apresentar está disponível no site do programa no boletim individual do participante. Neste ano, são oferecidas 83 mil vagas em 83 instituições de ensino superior.
LISTA DE ESPERA
Os candidatos não selecionados ou que foram selecionados em sua segunda opção e desejam continuar concorrendo em sua primeira opção, podem manifestar interesse em participar da Lista de Espera que poderá ser utilizada pelas universidades e institutos federais para o preenchimento das vagas.
A confirmação da participação na Lista de Espera no curso em que efetuou sua inscrição deve ser feita de 13 a 17 de fevereiro, por meio do acesso ao Boletim Individual do Aluno.
Retirado de http://www1.folha.uol.com.br/saber/874950-mec-divulga-3-chamada-de-aprovados-do-sisu.shtml
As matrículas dos candidatos selecionados na terceira chamada devem ser feitas nos dias 15 e 16 de fevereiro. A lista dos documentos que os alunos precisam apresentar está disponível no site do programa no boletim individual do participante. Neste ano, são oferecidas 83 mil vagas em 83 instituições de ensino superior.
LISTA DE ESPERA
Os candidatos não selecionados ou que foram selecionados em sua segunda opção e desejam continuar concorrendo em sua primeira opção, podem manifestar interesse em participar da Lista de Espera que poderá ser utilizada pelas universidades e institutos federais para o preenchimento das vagas.
A confirmação da participação na Lista de Espera no curso em que efetuou sua inscrição deve ser feita de 13 a 17 de fevereiro, por meio do acesso ao Boletim Individual do Aluno.
Retirado de http://www1.folha.uol.com.br/saber/874950-mec-divulga-3-chamada-de-aprovados-do-sisu.shtml
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Matrículas para calouros da UFRGS começam depois de amanhã
Acontecem de segunda e quarta-feira da próxima semana, de 14 a 16 de fevereiro, as matrículas presenciais dos calouros aprovados no Vestibular 2011, com ingresso no primeiro semestre. Os horários e locais de matrícula, assim como a documentação necessária e o Calendário Acadêmico de 2011, estão disponíveis aqui. O não atendimento aos prazos estabelecidos implica a perda definitiva da vaga. Os classificados para o segundo semestre devem ficar atentos ao primeiro chamamento, que acontece no dia 19 de fevereiro, pois podem ter antecipado seu ingresso. Informações adicionais sobre as matrículas podem ser obtidas com o Departamento de Controle e Registro Acadêmico - DECORDI, pelo e-mail decordi@decordi.ufrgs.br ou pelo telefone 3308-3258, nos seguintes horários: das 13h30min às 17 horas, às segundas-feiras; das 8h30min às 17 horas, de terça a quinta; e das 8:30 às 12 horas, às sextas. Outras dúvidas podem ser tiradas no informativo aos calouros que se encontra no site www.prograd.ufrgs.br/aluno/matricula-calouros.
Retirado de http://www.ufrgs.br/
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