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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estudo sobre a evasão em um pré-vestibular popular

As altíssimas taxas de evasão são um dos problemas mais recorrentes e mais difíceis de resolver enfrentados pelos pré-vestibulares populares. Daí a importância do estudo realizado pelo pessoal do Pré-vestibular Esperança Popular em 2009, referente à sua própria realidade específica. Se quisermos de fato enfrentar um problema dessa complexidade, devemos conhecer bem os condicionantes psicológicos e sociais envolvidos. Seguem as informações sobre o artigo:

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Nome: ESTUDO DO PROBLEMA DA EVASÃO NO CURSINHO PRÉ-VESTIBULAR ESPERANÇA POPULAR DA RESTINGA

Autores: Amanda Ritter Stoffe, Débora Schardosin Ferreira, Diego Souza Marques, Geraldo Magela Campani Figueiredo, Helena Bonetto, Ludmar Matos, Palmo Celestino Ribeiro Franco, Rafael Arenhaldt (orientador), Thiago Ingrassia Pereira (orientador), Yara Paulina Cerpa Aranda

Resumo: Os Cursos Pré-Vestibulares Populares (PVPs) são uma realidade no cenário educacional de nosso país, pois em praticamente todo o território nacional há registro da organização e desenvolvimento de cursos preparatórios ao vestibular que, além disso, trabalham a partir de princípios de educação popular, buscando formar sujeitos críticos. Nesse cenário, o Programa Conexões de Saberes/UFRGS definiu como um de seus territórios o PVP Esperança Popular, no bairro Restinga em Porto Alegre/RS, com o objetivo de fomentar a democratização do acesso ao ensino superior. Neste artigo procuramos discutir um problema que nos desafiou em nosso trabalho no ano de 2006: a evasão dos alunos em nosso cursinho. Assim, buscamos compreender as causas e motivações desse problema. Para a execução dessa proposta, realizamos pesquisa bibliográfica sobre o tema e entrevistas semi-estruturadas com os alunos evadidos. Os resultados apontam que a evasão está ligada à fragilidade do vínculo dos alunos com o cursinho, seja por suas condições materiais, pela falta de uma “cultura universitária” ou pelo caráter embrionário da experiência no bairro e na Associação de Moradores.

Palavras-Chaves: Pré-Vestibular Popular; Vestibular; Evasão.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dissertação: Zumbi vive na escola?

Seguindo na idéia de organizar reflexões e pesquisas relacionadas a pré-vestibulares populares (PVP), segue uma dissertação de mestrado sobre um PVP da Fundação Palmares no Rio de Janeiro:

Zumbi vive na escola?
As experiências de uma escola para Afro-descendentes em Campos
dos Goytacazes-RJ

Autora:SILVA,Maria Lúcia Ravela Nogueira da
Orientador:Giovanni Semeraro
Data da defesa:Abril de 2008
(Zumbi vive na escola? As experiências de uma escola para Afro-descendentes em Campos dos Goytacazes-RJ)
Campo de confluência:Políticas Públicas, Movimentos Instituintes e Educação.

SILVA
,Maria Lúcia Ravela Nogueira da.Zumbi vive na escola? As experiências de uma escola para Afro-descendentes em Campos dos Goytacazes-RJ.Orientador:Giovanni Semeraro.Niterói-RJ/UFF,2008.Dissertação.(Mestrado em Educação)113páginas.

A presente dissertação apresenta os resultados de investigação realizada sobre a criação e funcionamento do curso pré-vestibular da Fundação Zumbi dos Palmares em Campos dos Goytacazes-RJ. Através da análise das Leis e portarias municipais que criaram e estruturaram a Fundação, do material pedagógico de seu pré-vestibular, de entrevistas realizadas com seus idealizadores, diretores, coordenadores, professores, alunos e funcionários e através da observação e contato prolongado de um ano e meio com seu ambiente de funcionamento foi possível perceber como seus atores se relacionam com o poder constituído nos embates que travam em torno da causa afro e a dimensão do seu projeto pedagógico e da formação de professores de seu prévestibular. A pesquisa revelou como as questões afros dos movimentos instituintes foram apropriadas pelo poder constituído local, que ao longo da criação da Fundação a foi subordinando e como o seu projeto pedagógico do seu pré-vestibular e a formação continuada de seus professores não contemplam um projeto contrahegemônico de emancipação das classes subalternas.
Palavras – chave: Poder – Estado – Sociedade Civil – Pré-vestibulares para afrodescendentes e carentes.

Acesse a Dissertação completa

Fonte: http://www.uff.br/pos_educacao/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=451&Itemid=26

domingo, 28 de novembro de 2010

Pré-vestibulares populares: Política pública ou movimento social?

Vamos começar aqui um esforço por reunir artigos de pesquisa ou reflexão sobre os pré-vestibulares populares (PVP). Quem tiver alguma sugestão coloque nos comentários.

No recente artigo "A contradição político-pedagógica dos Pré-Vestibulares Populares frente às políticas de ações afirmativas" Igor Corrêa Pereira reflete sobre as possibilidades de institucionalização dos PVPs como políticas públicas ou sua permanência enquanto organização social não institucionalizada, e os êxitos conquistados por cada modelo até o presente.

O artigo foi publicado na Revista digital Espaço Acadêmico, da Universidade Estadual de Maringá, e pode ser lido aqui.

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Nome: A contradição político-pedagógica dos Pré-Vestibulares Populares frente às políticas de ações afirmativas

Autor: Igor Corrêa Pereira

Resumo: Dentro de um cenário em que o vestibular passa cada vez mais a sofrer críticas pelo caráter excludente das camadas mais populares da juventude, faz-se necessário refletir sobre o posicionamento político-pedagógico dos pré-vestibulares populares (PVP’s), em especial frente às políticas de ações afirmativas. Fenômeno de ocorrência nacional principalmente a partir dos anos 90, os PVP’s, espaços que utilizam os conteúdos exigidos nos vestibulares como fator de mobilização de milhares de pessoas interessadas no ingresso ao ensino superior, são projetados por concepções político-pedagógicas contraditórias. Pelo menos dois posicionamentos projetam a importância dos PVP’s: por um lado, são entendidos como política pública que pode contribuir para democratizar o ingresso no ensino superior; de outro, atuariam como movimento social, e nessa qualidade devem pressionar o Estado para que ele construa políticas públicas de democratização do acesso ao ensino superior, dentre elas a política de cotas étnico-sociais. Para além de situar o debate a respeito da implementação do programa de ações afirmativas, o objetivo desse artigo é contribuir para o desafio da mudança de concepções pela qual passa a universidade brasileira, marcadamente no último qüinqüênio.

Palavras-chave: PVP’s, ingresso ao ensino superior, movimentos sociais, ações afirmativas, universidade brasileira.