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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

I Encontro de Educadores do Zumbi é amanhã

Amanhã à tarde (06/08) ocorrerá o I Encontro de Educadores do ZPPV no núcleo do Zumbi em Viamão. É uma atividade de formação, voltada a educadores do Zumbi e demais interessados(as). Na programação é composta principalmente por apresentações propostas pelos próprios educadores para discutir intervenções didáticas que implementaram nas aulas de suas disciplinas no Zumbi. Além das apresentações o evento contará com atividades culturais, como apresentação de hip hop e teatro do oprimido, e será encerrado com uma confraternização. Abaixo a programação completa:

ENCONTRO DE EDUCADORES DO ZPPV
Dialogando práticas educativas – vários olhares, muitos saberes.
Dia: 06/08/ 2011. Local: Núcleo de Viamão do ZPPV
Horário
Atividade
Educador
Mediador
15h 00
Abertura
Carlos/ Enilza

15h10
Apresentação cultural
Hip Hop Dance
Márcio

15h30
Descobrindo práticas...
Natália
Eduardo
15h50
O Fim da Escravidão e os Reflexos na Sociedade Contemporânea Brasileira.
Eduardo Souza
Natália
16h10
O nascimento da modernidade ocidental.
Isabel
Natália
16h30
Como solucionar, com poucas fórmulas, os problemas de cinemática?
Marcos Padoim

16h50
Intervalo


17h10
Apresentação cultural
Violão
Eduardo Souza

17h30
 Experiências de participação dos professores jovens do Zumbi.
Maurício
17h50
Reordenando os conteúdos de eletromagnetismo.
Nathan Pinheiro
Marcos
18h10
Usando a internet para promover a horizontalidade e o trabalho colaborativo
Nathan Pinheiro
Marcos
18h30
Percepção do ambiente.
Márcio
Maurício
19h50
Arca de Noé contemporânea
Márcio
Maurício
20h10
Oficinando experiências educativas
Carlos Morrudo
Maurício
20h30
Apresentação cultural
Opressão nosso de cada dia. E você, no seu dia a dia, é opressor ou oprimido? Venha descobrir!
Teatro do Oprimido

Observações:

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Zumbi dos Palmares Pré-vestibular: uma história, muitas ideias*

Zumbi dos Palmares
É um grito de alerta
E de liberdade
Semente do bem
Formando também
Uma realidade.
Trecho de homenagem do poeta Tchê Barão ao ZPPV (ler na íntegra)

Queremos contar aqui pra vocês um pouco sobre quem nós somos e o que fazemos. Mas para saber quem somos, temos que saber também porque somos e quem queremos ser. Isso porque, se temos uma certeza sobre nossa existência, é a de que somos seres históricos, ou seja, que somos frutos de uma história, e que o que nos mobiliza é a vontade de fazer história. Inspirados em Paulo Freire (em sua Pedagogia do Oprimido) afirmamos que para podermos ser mais, e fazer mais, precisamos conhecer bem nossa história, tanto a que já escrevemos quanto a que estamos escrevendo. E que jeito melhor de conhecer bem uma história do que a contando? Este texto então é muito mais do que uma narrativa, é uma reflexão/construção. Não se engane, não estamos apenas contando uma história, estamos fazendo ela.

De onde viemos

Imagine-se há uns 15 anos atrás: você concluiu o 2º grau em uma escola pública (poucas pessoas atingiam tal feito) e por um motivo qualquer você pensou em cursar alguma faculdade. Começavam aí alguns dilemas: como fazer para se preparar para o Concurso Vestibular? Em que Universidade/Faculdade prestar vestibular? Em qual curso se inscrever? As dúvidas eram muitas, mas algumas questões eram determinantes como por exemplo: as únicas opções de cursar gratuitamente uma faculdade eram as Universidades públicas (no caso do Rio Grande do Sul tínhamos, nessa época, UFRGS em Porto Alegre, UFSM em Santa Maria, UFPel em Pelotas e a FURG em Rio Grande) e os Vestibulares dessas instituições eram concorridíssimos (ainda hoje são) o que suscitava outro problema: como se preparar para uma prova da magnitude e complexidade de um vestibular? Observem o tamanho do problema, pois sabemos que um curso pré-vestibular tem um custo elevado demais para grande parte das pessoas que são atendidas pela Escola Pública tornando-os inacessíveis para esse público.

Em um contexto como esse, o acesso à educação superior era extremamente complexo. Os que tinham tal pretensão viravam-se do jeito que podiam, alguns trabalhavam para pagar um cursinho, outros se preparavam por conta própria para prestar vestibular nas Universidades Públicas. Evidentemente que alguns conseguiam ser aprovados e outros desistiam do sonho do ensino superior. Tínhamos os que, como ainda ocorre hoje, aventuravam-se nas faculdades privadas contraindo dívidas, muitas vezes, impagáveis. Não é incomum encontrarmos pessoas que não conseguiram concluir seus cursos nessas instituições por falta de recursos.

Foi nesse panorama que na primavera de 1995, no VI Encontro de Educadores Negros, promovido pelos APN – Agentes da Pastoral do Negro, em Porto Alegre, entre as diversas discussões e debates lá realizados, surgiu a ideia de desenvolvimento de um curso pré-vestibular popular (PVP) voltado para a preparação de alunos, preferencialmente afrodescendentes e provenientes da Escola Pública, o Zumbi dos Palmares Pré-Vestibular - ZPPV. Quem trouxe essa ideia para discussão, foi frei David Raimundo dos Santos que na época era um dos coordenadores e idealizadores do Pré-Vestibular para Negros e Carentes – PVNC, projeto similar realizado na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. O curso recebeu o nome de Zumbi dos Palmares em homenagem ao tricentenário da morte de Zumbi, grande líder do Quilombo dos Palmares.

Em 1995 foi criado, na Vila Cruzeiro em Porto Alegre, um núcleo do ZPPV, e no vestibular da UFRGS de 1996 um aluno do curso foi aprovado para medicina. O CEPERS, Sindicato dos Professores do Estado, recebeu um núcleo em 1996, já em 1997 o Zumbi foi recebido na FACED, Faculdade de Educação da UFRGS, onde manteve, irregularmente, turmas até o ano de 2007. A trajetória do Zumbi em Viamão começou em 1997, ano em que a Professora Enilza Garcia, que atuou em Porto Alegre na Cultura e Cidadania, fundou um Núcleo na cidade, na Escola Municipal Castelo Branco. Posteriormente, em 1999, foi criado o segundo núcleo no bairro Santa Isabel. Do núcleo da Santa Isabel surgiu o Projeto Educacional Alternativa Cidadã – PEAC que funciona até hoje no Campus do Vale da UFRGS. Atualmente o ZPPV está funcionando na Escola Aberta Ana Jobin, parada 36 em Viamão.

Pode-se dizer que na região metropolitana de Porto Alegre, o Zumbi dos Palmares foi pioneiro na educação popular e modelo para o surgimento de diversos projetos com o mesmo enfoque. Hoje existe uma quantidade expressiva, de cursos espalhados pelo Rio Grande do Sul e Brasil com propostas educacionais similares.

Muitos dos avanços que, na atualidade, beneficiam os estudantes como as ações afirmativas das Universidades Públicas e as Bolsas do ProUni são bandeiras defendidas pelos cursos populares. Nesses 15 anos o Zumbi vem discutindo a educação e o acesso ao ensino superior e, em conjunto com os demais cursinhos populares, trabalhando para que as dificuldades dos estudantes da Escola Pública sejam enfrentadas e que o ensino público e gratuito seja de fato um direito desses estudantes.

Onde estamos

Quinze anos se passaram em meio a muitos altos e baixos. Hoje o Zumbi está em franco crescimento. Conta com uma equipe de professores e professoras com muita energia para investir no projeto, energia suficiente para atrair mais pessoas e espalhar mais ainda a ideia. Foi graças a essa energia que ao longo deste ano de 2011 foram criados dois novos núcleos em diferentes cidades da região metropolitana de Porto Alegre. Hoje, o Zumbi conta com uma turma no pré-vestibular do núcleo de Viamão, duas turmas no núcleo de Alvorada e ainda este ano iniciaremos uma turma no núcleo de Cachoeirinha. Em breve, talvez esse ano ainda, serão retomadas as aulas no núcleo do Centro de Porto Alegre, que este ano esteve desativado por falta de espaço físico.

À medida que mais pessoas aderem ao projeto, também aumenta o número de colaboradores externos, e consequentemente a diversidade de atividades educativas e culturais que conseguimos promover junto com nossos(as) alunos e alunas e com um número cada vez maior de interessados(as). Uma conversa com uma vítima da ditadura militar, a oportunidade de assistir/participar de uma peça de teatro-fórum, uma oficina com histórias em quadrinhos sobre racismo, são experiências que podem ensinar coisas que nunca seriam aprendidas em uma aula expositiva tradicional.
Mesa de abertura do 1º Seminário de Educação Popular,
em outubro de 2010

À medida que crescemos, passamos também a sentir a necessidade de realizar mais encontros, mais eventos que disponibilizassem momentos de troca e construção conjunta, tanto entre nós quanto junto a pessoas que de alguma forma compartilham da nossa luta. Nesse sentido, organizamos o 1° Seminário de Educação Popular em outubro de 2010, onde além da participação do Zumbi, contou também com o cursinho Desafio de Pelotas, e de alguns PVPs históricos do Rio de Janeiro. Esse seminário representou um marco na história do Zumbi, por ter desencadeado uma série de reflexões que levaram a um processo de reorganização do cursinho. É também com esse intuito que estamos organizando o 1° Encontro de Educadores Populares do Zumbi no dia 06 de agosto de 2011, que reunirá educadores dos três núcleos em atividade para compartilhar suas experiências docentes e refletir sobre suas práticas.

O trabalho tem trazido resultados. É claro que não sumiram todas as dificuldades, são inúmeras, como é inevitável que seja em uma iniciativa tão ousada e com tão poucos recursos como um pré-vestibular popular. Mas cada vez temos mais estrutura e organização para lidar com elas. Continuamos com dificuldade para conseguir professores voluntários, mas já contamos com um quadro mais completo e fiel do que no passado. Continuamos convivendo com altas taxas de evasão dos estudantes, mas elas diminuíram significativamente em relação ao último ano. Continuamos com escassez de recursos, mas com doações e contribuições diversas já conseguimos computadores, fotocopiadora, livros, entre outros artigos essenciais. Continuamos com dificuldade para conseguir salas de aula para os novos núcleos, mas já contamos com pelo menos um núcleo em que temos um bom espaço, incluindo salas de aula, sala de reuniões, biblioteca e copa, que podemos usar com muita liberdade. Se depender de nossa vontade de trabalhar, as dificuldades só tendem a seguir diminuindo.

Para onde iremos

Imagem por: http://vento-de-liberdade.blogspot.com/
Do nosso ponto de vista, as metas de um pré-vestibular popular não devem se limitar a benefícios individuais, como ajudar nosso público a ingressar na Universidade. Não que isso seja pouca coisa, pois não é. São tantos os mecanismos de exclusão do ensino superior, e tão dissimulados, que ajudar a chegar lá um público historicamente excluído já é um grande feito. Mas queremos mais. A própria existência de um público historicamente excluído já sinaliza que há aí uma injustiça, e é essa injustiça que queremos atacar. Muito mais do que conquistas pessoais, acreditamos que pré-vestibulares populares podem protagonizar conquistas sociais, mas para isso um pré-vestibular popular só pode ser pouco. Daí que uma das nossas prioridades daqui pra frente deve ser fortalecer laços de cooperação com outros PVPs, e com outros coletivos e movimentos da cidade que trabalhem com educação popular, tal qual já fizemos em outras oportunidades quando junto com a ONGEP e outros pré-vestibulares participamos de diversos encontros de cursinhos. Questionar a forma de acesso à universidade, mudar a cara da universidade pública é uma tarefa para muito mais do que um coletivo isolado, é uma tarefa para um movimento social. Quanto mais refletirmos conjuntamente sobre nossos objetivos comuns, quanto mais integrarmos nossas práticas, mais avançados estamos em direção a um movimento social de educação popular organizado em rede.

Texto escrito a muitas mãos e muitos corações por membros do ZPPV
Julho de 2011

* Texto escrito para o Jornal Educação Popular, organizado pela Ongep, cuja primeira edição deve sair em breve. Construído colaborativamente através da nossa Zumbiwiki.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aula gratuita de história sobre o Oriente Médio

O pré-vestibular popular Ongep promove neste sábado, dia 11, uma aula grátis de História com o tema: “Ventos do Oriente: o Mundo Árabe em perspectiva”. O foco da disciplina é no Vestibular UFRGS 2012 e a atividade gratuita inicia às 9h30min e segue até o meio-dia na Rua dos Andradas, 691, sala 11 - Porto Alegre, próximo a Casa de Cultura Mário Quintana.

Os interessados devem enviar e-mail até sexta-feira para contato@ongep.org , informando nome, RG e telefone para contato.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/clicvestibular/2011/06/06/aula-gratis-de-historia-no-proximo-sabado/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Documentário sobre o Pré-vestibular para Negros e Carentes (PVNC)


Os Pré-vestibulares Populares (PVPs) no Brasil têm história. Há registros de experiências do tipo desde os anos 70 (vide esse artigo), embora o maior crescimento dos PVPs tenha sido nos anos 90. Um importante movimento que participou desse processo foi o Movimento dos Pré-vestibulares para Negros e Carentes (PVNC), que se consolidou justamente no início dos anos 90.

Daí a importância do vídeo a seguir. Trata-se de um documentário realizado por Ras Delanyr e os Amigos do Saber no ano 2000, e disponibilizado na internet pelo interessante projeto Acervo Digital de Cultura Negra (Cultne). Pelo vídeo podemos identificar várias semelhanças com a história do Zumbi: A precariedade no inicio do projeto, as dificuldades causadas pela falta de espaço físico, a preocupação com o recorte racial da exclusão educacional, a dificuldade para conseguir professores, a volta de ex-alunos para contribuir no projeto.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estudo sobre a evasão em um pré-vestibular popular

As altíssimas taxas de evasão são um dos problemas mais recorrentes e mais difíceis de resolver enfrentados pelos pré-vestibulares populares. Daí a importância do estudo realizado pelo pessoal do Pré-vestibular Esperança Popular em 2009, referente à sua própria realidade específica. Se quisermos de fato enfrentar um problema dessa complexidade, devemos conhecer bem os condicionantes psicológicos e sociais envolvidos. Seguem as informações sobre o artigo:

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Nome: ESTUDO DO PROBLEMA DA EVASÃO NO CURSINHO PRÉ-VESTIBULAR ESPERANÇA POPULAR DA RESTINGA

Autores: Amanda Ritter Stoffe, Débora Schardosin Ferreira, Diego Souza Marques, Geraldo Magela Campani Figueiredo, Helena Bonetto, Ludmar Matos, Palmo Celestino Ribeiro Franco, Rafael Arenhaldt (orientador), Thiago Ingrassia Pereira (orientador), Yara Paulina Cerpa Aranda

Resumo: Os Cursos Pré-Vestibulares Populares (PVPs) são uma realidade no cenário educacional de nosso país, pois em praticamente todo o território nacional há registro da organização e desenvolvimento de cursos preparatórios ao vestibular que, além disso, trabalham a partir de princípios de educação popular, buscando formar sujeitos críticos. Nesse cenário, o Programa Conexões de Saberes/UFRGS definiu como um de seus territórios o PVP Esperança Popular, no bairro Restinga em Porto Alegre/RS, com o objetivo de fomentar a democratização do acesso ao ensino superior. Neste artigo procuramos discutir um problema que nos desafiou em nosso trabalho no ano de 2006: a evasão dos alunos em nosso cursinho. Assim, buscamos compreender as causas e motivações desse problema. Para a execução dessa proposta, realizamos pesquisa bibliográfica sobre o tema e entrevistas semi-estruturadas com os alunos evadidos. Os resultados apontam que a evasão está ligada à fragilidade do vínculo dos alunos com o cursinho, seja por suas condições materiais, pela falta de uma “cultura universitária” ou pelo caráter embrionário da experiência no bairro e na Associação de Moradores.

Palavras-Chaves: Pré-Vestibular Popular; Vestibular; Evasão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mapa de pré-vestibulares populares em Porto Alegre e arredores

Não precisa esperar que nosso transporte "público" se torne de fato público para estudar para o vestibular. Você pode procurar um pré-vestibular popular perto de onde você mora ou trabalha. Para te ajudar elaboramos, em conjunto com outros PVPs da cidade e região metropolitana, um mapa:


O mapa é dinâmico, todo mundo pode contribuir. Se você conhece algum cursinho que não está nele, ou algum que está nele e não existe mais, altere. Atualmente, além de pré-vestibulares populares na região central de Porto Alegre, contamos com cursinhos na Restinga, na Agronomia, e nas cidades de Viamão e São Leopoldo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dissertação: Zumbi vive na escola?

Seguindo na idéia de organizar reflexões e pesquisas relacionadas a pré-vestibulares populares (PVP), segue uma dissertação de mestrado sobre um PVP da Fundação Palmares no Rio de Janeiro:

Zumbi vive na escola?
As experiências de uma escola para Afro-descendentes em Campos
dos Goytacazes-RJ

Autora:SILVA,Maria Lúcia Ravela Nogueira da
Orientador:Giovanni Semeraro
Data da defesa:Abril de 2008
(Zumbi vive na escola? As experiências de uma escola para Afro-descendentes em Campos dos Goytacazes-RJ)
Campo de confluência:Políticas Públicas, Movimentos Instituintes e Educação.

SILVA
,Maria Lúcia Ravela Nogueira da.Zumbi vive na escola? As experiências de uma escola para Afro-descendentes em Campos dos Goytacazes-RJ.Orientador:Giovanni Semeraro.Niterói-RJ/UFF,2008.Dissertação.(Mestrado em Educação)113páginas.

A presente dissertação apresenta os resultados de investigação realizada sobre a criação e funcionamento do curso pré-vestibular da Fundação Zumbi dos Palmares em Campos dos Goytacazes-RJ. Através da análise das Leis e portarias municipais que criaram e estruturaram a Fundação, do material pedagógico de seu pré-vestibular, de entrevistas realizadas com seus idealizadores, diretores, coordenadores, professores, alunos e funcionários e através da observação e contato prolongado de um ano e meio com seu ambiente de funcionamento foi possível perceber como seus atores se relacionam com o poder constituído nos embates que travam em torno da causa afro e a dimensão do seu projeto pedagógico e da formação de professores de seu prévestibular. A pesquisa revelou como as questões afros dos movimentos instituintes foram apropriadas pelo poder constituído local, que ao longo da criação da Fundação a foi subordinando e como o seu projeto pedagógico do seu pré-vestibular e a formação continuada de seus professores não contemplam um projeto contrahegemônico de emancipação das classes subalternas.
Palavras – chave: Poder – Estado – Sociedade Civil – Pré-vestibulares para afrodescendentes e carentes.

Acesse a Dissertação completa

Fonte: http://www.uff.br/pos_educacao/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=451&Itemid=26

domingo, 28 de novembro de 2010

Pré-vestibulares populares: Política pública ou movimento social?

Vamos começar aqui um esforço por reunir artigos de pesquisa ou reflexão sobre os pré-vestibulares populares (PVP). Quem tiver alguma sugestão coloque nos comentários.

No recente artigo "A contradição político-pedagógica dos Pré-Vestibulares Populares frente às políticas de ações afirmativas" Igor Corrêa Pereira reflete sobre as possibilidades de institucionalização dos PVPs como políticas públicas ou sua permanência enquanto organização social não institucionalizada, e os êxitos conquistados por cada modelo até o presente.

O artigo foi publicado na Revista digital Espaço Acadêmico, da Universidade Estadual de Maringá, e pode ser lido aqui.

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Nome: A contradição político-pedagógica dos Pré-Vestibulares Populares frente às políticas de ações afirmativas

Autor: Igor Corrêa Pereira

Resumo: Dentro de um cenário em que o vestibular passa cada vez mais a sofrer críticas pelo caráter excludente das camadas mais populares da juventude, faz-se necessário refletir sobre o posicionamento político-pedagógico dos pré-vestibulares populares (PVP’s), em especial frente às políticas de ações afirmativas. Fenômeno de ocorrência nacional principalmente a partir dos anos 90, os PVP’s, espaços que utilizam os conteúdos exigidos nos vestibulares como fator de mobilização de milhares de pessoas interessadas no ingresso ao ensino superior, são projetados por concepções político-pedagógicas contraditórias. Pelo menos dois posicionamentos projetam a importância dos PVP’s: por um lado, são entendidos como política pública que pode contribuir para democratizar o ingresso no ensino superior; de outro, atuariam como movimento social, e nessa qualidade devem pressionar o Estado para que ele construa políticas públicas de democratização do acesso ao ensino superior, dentre elas a política de cotas étnico-sociais. Para além de situar o debate a respeito da implementação do programa de ações afirmativas, o objetivo desse artigo é contribuir para o desafio da mudança de concepções pela qual passa a universidade brasileira, marcadamente no último qüinqüênio.

Palavras-chave: PVP’s, ingresso ao ensino superior, movimentos sociais, ações afirmativas, universidade brasileira.